A REVOLUÇÃO DAS URNAS É A MÃE DE TODAS AS OUTRAS REVOLUÇÕES

25.11.09

ELEIÇÃO 2010 - PT ANUNCIA VERDADEIRA REVOLUÇÃO DAS URNAS EM SÃO PAULO PARA 2010

Reeleito presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva disse que a prioridade agora é a construção da tática eleitoral do partido para libertar os paulistas em 2010.

"Temos que construir em São Paulo condições para que a pré-candidatura da Dilma (Rousseff, ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República) tenha uma sustentação forte e também de um projeto alternativo para o Estado", disse.

O projeto para tentar tirar o PSDB instalado a 14 anos no governo paulista inclui mais nove partidos em uma coalizão nunca vista naquele estado.

Quanto a participação de Ciro Gomes em São paulo, não foi perguntado, mas acredita-se que ache dispensável.

Do News Front

18.11.09

Em Honduras o Golpe Continua - Frente Nacional contra o Golpe conclama

Em nova manifestação que reuniu centenas de pessoas em frente ao Congresso Nacional, em Tegucigalpa, a Frente Nacional contra o Golpe de Estado exigiu a im-pugnação das eleições de 29 novembro, sob comando dos golpistas e conclamou a população a boicotar o pleito ilegal.

No ato, ocorrido no dia 16, um dos dirigentes da Frente, Rasel Tomé, destacou que Honduras está sob regime ditatorial e que não há ao regime legitimidade, nem credibilidade para conduzir qualquer processo eleitoral.

“Não há liberdade de manifestação, de participação nem condições de equidade entre candidaturas para a celebração de eleições”, destacou Tomé.

A Frente reiterou que “com as eleições o que se pretende é apagar o fato de que houve a derrubada violenta do presidente constitucional, Manuel Zelaya, e as violações contra os direitos humanos ocorridas desde então”.

O coordenador da Frente Juan Barahona, afirmou: “neste 29 de novembro não há eleições para os que resistem ao golpe, nestas eleições não temos candidatos”.

“A resistência segue sua luta contra a repressão e contra os golpistas”, acrescentou.

C/A

10.11.09

EQUADOR DIZ QUE A GOLPISTA SIP MENTE MAIS UMA VEZ

O secretário de Comunicação da Presidência do Equador Fernando Alvarado rejeitou hoje as advertências da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) sobre "a alta periculosidade" existente no país de "agressões" à liberdade de expressão e afirmou que o organismo não "tem qualidade moral" para fazer as declarações.

Em entrevista à Agência Efe, Alvarado disse que "nenhum jornalista ou meio de comunicação do Equador pode dizer que foi ameaçado pelo Governo, nem sequer veladamente. Podem dizer, ao contrário, que o Governo emprestou todas as facilidades para investigar qualquer agressão", acrescentou.

Do News Front

4.11.09

AMÉRICA LATINA - LULA FAZ UMA COMPARAÇÃO DA AMÉRICA LATINA DE ONTEM, DE HOJE E DE AMANHÃ

Na Venezuela Lula disse que “O Brasil tem que ser o primeiro país a fazer gestos. Não os gestos de antigamente, em que os países grandes queriam ter hegemonia no continente… Nós não queremos nada disso. Nós não queremos ser líderes, nós não queremos ter hegemonia, nós apenas queremos tratar todo mundo em igualdade de condições, do menor ao maior, porque é assim que a gente conquista respeito, é assim que a gente consolida a democracia e é assim que a gente dá os passos importantes para o desenvolvimento do nosso continente”, afirmou Lula.

"Tudo isso aqui parece pouco se a gente imaginar o que a gente quer para o futuro. Mas se a gente olhar para um passado não muito distante, o que se pensava da relação Sul-Sul e o que se pensava da relação na América do Sul, isso aqui, para quem acredita em Deus como eu, é um milagre, é um milagre, porque os adversários existem, os contra existem. É uma doutrina e doutrina não é uma coisa que a gente muda rapidamente com um discurso. São anos e anos e anos de persistência, para que a gente possa consolidar cada degrau dessa escada da construção da integração da América do Sul e da América Latina", disse.

C/B

O MUNDO ESTA MAIS SOCIALISTA DO QUE CAPITALISTA

Uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos com o nome de Projeto de Atitudes Globais do Pew Research Center (PRC), constatou que o Leste Europeu apoia menos o sistema Capitalista do que a 20 anos atrás.

A queda do Murro de Berlim não serviu para alterar a opinião dos europes quanto aos sistemas que viviam, a pesquisa provou em quase todos os países do leste e do centro da Europa, que durante décadas fizeram parte da "Cortina de Ferro", diminuiu a opinião favorável as economias e regimes essencialmente Capitalistas, ditos libertadores, mas na verdade escravocratas, desde a última pesquisa de 1991.

C/A

27.10.09

Eleições no Uruguay - Vitória da esquerda leva Mujica a 2º turno no Uruguai

Magnífico o desempenho da esquerda representada por José Pepe Mujica, o candidato da Frente Ampla à eleição presidencial realizada ontem no Uruguai. As pesquisas de boca de urna e a marcha das apurações confirmam que Mujica obteve esmagadora votação, superior à dos dois candidatos conservadores, o ex-presidente Luís Alberto Lacalle, do Partido Blanco, e Pedro Bordaberry - filho do ex-ditador civil Juan Maria Bordaberry - somada.

Saudamos mais essa vitória no continente e nos engajamos com maior vigor na torcida pela conquista final no dia 29 de novembro próximo, da esquerda e de Mujica no 2º turno, quando o Uruguai volta às urnas. Na eleição de ontem, o vencedor não obteve 50% mais um dos votos dos cerca de 2,5 milhões de eleitores do país.

Para o 2º turno, os dois representantes das forças conservadoras derrotados, Pedro Bordaberry e Lacalle (leia as notas seguintes), rapidamente, e ainda enquanto prosseguem as apurações, já anunciaram sua união contra Mujica.

Especialistas de Montevidéu preveem, no entanto, que muitos uruguaios de centro e direita, sem partido político preferirão votar em Mujica porque querem manter no poder a esquerda e as políticas do atual governo, liderado pelo presidente Tabaré Vasquez, aprovado por 60% da população.

Leia a entrevista de Mujica na revista Teoria e Debate, da Fundação Perseu Abramo (edição nº 84, Ano 23 - www.fabramo.org.br), publicada com o título "Clonar Lula pela américa Latina".

Por ZD

22.10.09

Honduras - “Povo não participará de eleições sob ditadura”, afirma Frente Contra o Golpe

“Manifestamos nossa indignação pela continuação da repressão por parte dos corpos policiais e militares do Estado, que se expressa em assassinatos de militantes da Resistência, ações de intimidação e cerco às marchas e vigílias, processos jurídicos ilegais e imorais com os quais se persegue e prende a companheiras e companheiros e, mais recentemente, pressões e ações de intimidação contra professores e professoras em todo o país”, assinala a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado em Honduras em comunicado à população hondurenha e à comunidade internacional, em 20 de outubro.

Denuncia “as manobras manipuladoras e as táticas de protelação com que o regime tenta ganhar tempo e chegar até a farsa eleitoral de 29 de novembro próximo sem ter restabelecido a ordem institucional e sem haver restituído em seu cargo o presidente legítimo Manuel Zelaya”.

O Comunicado, divulgado amplamente no país, afirma que “o povo hondurenho desconhecerá a campanha e os resultados do processo eleitoral de 29 de novembro enquanto se mantenha o regime de ditadura que a oligarquia sustenta com a força das armas”.

A Resistência condena ainda a campanha de desinformação montada pelos meios de comunicação a serviço da oligarquia, para tentar apresentar a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado como uma organização violenta. “Reiteramos que os métodos de luta pacífica são os únicos que empregamos ao longo de 115 dias de resistência”.

O comunicado denuncia que o regime está provocando uma crise econômica e que “está provocando o aumento dos níveis de pobreza da população”.

C/A

17.10.09

A Revolução Continua - Depois do Nordeste, Dilma, Ciro e Lula em São Paulo

Depois de passar três dias viajando pelo Nordeste ao lado do Presidente Lula, a ministra Dilma iniciará a semana visitando dois municípios de São Paulo, Estado governado pelo PSDB. Dilma já foi avisada por marqueteiros de que terá de investir no Estado para neutralizar a marca de seu principal adversário, o governador José Serra. Depois, investirá em outro território tucano, fazendo visita de dois dias a Minas, terra de outro presidenciável do PSDB, o governador Aécio Neves.

Na segunda-feira, Dilma estará em Araraquara, cidade governada pelo peemedebista Marcelo Barbieri, muito ligado ao presidente estadual do PMDB, Orestes Quércia, que já ofereceu apoio a Serra.

Na cidade, a ministra vai visitar um estádio de futebol construído nos moldes exigidos para a Copa do Mundo, que foi pago com recursos do Ministério do Esporte. Em São Paulo, Dilma também espera contar com a ajuda do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), aspirante a vice em sua chapa.

Em seguida, a ministra irá a São Carlos, cujo prefeito é o petista Oswaldo Borba. Lá ela visita as obras de um hospital-escola construído com recursos federais. À noite, estará ao lado de Lula na cerimônia de premiação das empresas mais admiradas no Brasil, promovido pela revista Carta Capital.

Na quarta-feira, Dilma embarcará ao lado de Lula para Ouro Preto (MG), onde participará da solenidade de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das cidades históricas. E começará pelo território do tucano Aécio. À noite, o Presidente e a ministra seguem para Belo Horizonte, para lançamento do BH Digital, programa do Ministério das Comunicações, do mineiro Hélio Costa, que quer sair candidato ao governo do Estado, pelo PMDB.

Dilma e Lula dormem em Belo Horizonte e na manhã de quinta-feira, embarcam para Governador Valadares. Lá, a ministra participa da inauguração da Hidrelétrica Baguari, primeira concluída com recursos 100% oriundos do PAC. À tarde, Dilma estará em Uberlândia e depois embarca para Uberaba.

Em uma segunda etapa, a "mãe do PAC" vai percorrer sozinha vários Estados. Essa agenda está prevista para ser iniciada ainda este mês.

Por: Helena

13.10.09

Garcia: “a situação dos golpistas de Honduras fica mais difícil a cada dia”

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, ao comentar o fato da comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) não ter conseguido chegar a um acordo em Honduras, afirmou que o golpista Roberto Micheletti “está tentando resistir numa situação que, a cada dia, se coloca mais difícil pra ele, qual seja, sustentar o golpe de Estado repudiado internacionalmente - não só na América, mas no mundo inteiro”.

“Ainda agora estou voltando da reunião Brasil-União Europeia e lá foi reiterada a posição da UE de condenação. Já houve, na semana passada, a condenação da União Africana. Eles estão numa situação dificílima e correndo o risco real de que, se insistirem na hipótese de realizar eleições, elas não sejam aceitas”, disse, em entrevista para o site Terra Magazine, na sexta-feira.

“Para nós, a questão fundamental é a seguinte: o golpe tem que ser derrotado pelos efeitos nefastos que ele pode ter sobre o resto da América Latina. Isso é uma questão gravíssima. Abre um precedente, vai ser muito ruim para a região”, reiterou. “O Brasil, desde o começo, manteve uma posição solidária com todos os países que condenaram o golpe, mas nós não procuramos assumir nenhum protagonismo. O protagonismo maior que o Brasil teve decorreu do fato de o presidente Zelaya ter, acertadamente, quero insistir nisso, decidido voltar pro país - de uma certa forma, para vir empatar aquela situação em que se encontrava Honduras - e ter buscado abrigar-se na embaixada brasileira”, avaliou Garcia na entrevista.

No mesmo dia, em declarações a outros órgãos de imprensa, Marco Aurélio avaliou que a comissão da OEA “não fracassou nas tentativas por deficiência dela, mas por intransigência” dos golpistas.

Sobre a possibilidade de acontecer uma farsa eleitoral montada para legitimar o golpe, Garcia disse que “se a estratégia [dos golpistas] é de empurrar com a barriga até eleições, eleições em estado de sítio não têm condições de se realizar. Não iríamos reconhecer eleições sem restabelecimento do governo constitucional”. Micheletti anunciou com estardalhaço a suspensão do estado de sítio, mas até agora não oficializou o ato. Além do mais, recentemente tomou uma medida que lhe faculta o poder de fechar rádios e televisões quando quiser. A repressão continua sobre os patriotas hondurenhos.

Garcia disse também que as pressões contra os golpistas vão aumentar. “Esperamos que a pressão aumente, sobretudo do governo norte-americano. Vamos aproveitar o Prêmio Nobel da Paz que o presidente [dos Estados Unidos, Barack] Obama tão merecidamente recebeu para que ele exerça ação”, ressaltou.

C/A

11.10.09

Batalha Midiática - Cristina Kirchner aprova sua lei de comunicação

A presidenta da Argentina Cristina Kirchner venceu a guerra que travou com a oposição e a mídia conservadora de seu país. Na madrugada de hoje, por 44 votos a 24 - e quatro abstenções - ela conseguiu aprovar no Senado, numa sessão que se estendeu por 14 horas de acalorados debates, a nova lei de meios audiovisuais proposta por seu governo.

Entre os itens mais polêmicos e combatidos pela oposição na nova lei, estão os artigos que criam a (agência) Autoridade de Aplicação - encarregada de regular a mídia e que a oposição diz, será controlada pelo governo - e estabelecem o período que as empresas jornalísticas têm para se adaptar à nova lei.

Outro dispositivo também polêmico é o que proibe as operadoras de telefonia no país de entrarem nos negócios dos meios audiovisuais. A nova lei substitui a vigente desde a ditadura militar (1976-1983).

Com mais de 160 artigos e já aprovada pela Câmara dos Deputados, a lei colocou o presidenta no centro de uma guerra movida pela oposição e pela mídia conservadora do país, à frente o grupo de comunicação Clarin - dono do jornal de mesmo nome em Buenos Aires e detentor do monopólio de quase 50% das comunicações no país.

Assim, todo o debate se desenvolveu entre oposicionistas que defenderam os interessses dos grandes conglomerados de comunicação e governistas favoráveis à nova legislação com o argumento de que ela termina com os monopólios midiáticos.

Por ZD

7.10.09

ZELAYA DEFINE PRAZO PARA OEA E MICHELETTI

O presidente de Honduras Manuel Zelaya comunicou que pretende ser restituído antes de 15 de outubro para que as eleições possam acontecer em 29 de novembro.

Advertiu "Advertimos que se o presidente não for restituído antes de 15 de outubro se deve adiar o calendário eleitoral".

Deposto em um golpe de Estado em 28 de junho e refugiado na embaixada do Brasil há duas, Zelaya lembrou que o "regime de fato está planejando permanecer mais tempo no poder e aprofundar mais a crise ao se recusar a restituir o presidente eleito pelo povo".

Não se sabe ainda a posição oficial da OEA, sobre a ameaça do começo de uma nova, talvez justa, guerrilha interna.

C/Blogs

27.9.09

Honduras - Lula afirma que Brasil não acata ultimato de golpista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (27) que não acata o ultimato do governo de Honduras para que o Brasil defina em dez dias a situação do presidente deposto Manuel Zelaya, que encontra-se abrigado na embaixada brasileira.

“Primeiro, o governo brasileiro não acata ultimato de um golpista e nem reconhece Micheletti [Roberto Micheletti, presidente interino de Honduras] como um governo interino. Não sei por que o editor de vocês pediu para vocês falarem em governo interino, uma vez que a palavra correta é golpista, usurpadores de poder, essa é a palavra correta, e o governo brasileiro não negocia com eles”, afirmou o presidente, que está na Venezuela para a 2ª Cúpula América do Sul-África.

Segundo Lula, quem tem que negociar com Micheletti é a Organização dos Estados Americanos (OEA), assim como o Conselho de Segurança das Nações Unidas, e não o Brasil.

“Portanto, este caso, para mim, estará encerrado na medida em que houve a decisão por unanimidade da OEA, como foi a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Então o Brasil não tem que conversar com estes senhores que usurparam o poder. Se a ONU ou a OEA fizerem um pedido ao Brasil, poderemos simplesmente acatar esse pedido, mas não desses senhores”, afirmou o presidente.

O presidente Lula negou que jornalistas brasileiros estejam impedidos de entrar na embaixada de Honduras. “Essa noticia não procede. Ontem (sábado) nós conversamos com a embaixada em Honduras, e hoje eu conversei com o embaixador Celso Amorim [ministro das Relações Exteriores], e eu não sei de onde saiu esta noticia, que não procede”.

Lula disse que poucas vezes na história houve tanto consenso de repúdio a um governo como está havendo agora em Honduras. “É toda a América do Sul, toda a América Latina, toda a Europa e os Estados Unidos. É toda a África e a Ásia. Não tem um único governo no mundo defendendo este golpista”.

O presidente informou que o embaixador Celso Amorim ligou para a embaixada brasileira Honduras e pediu ao presidente deposto Manuel Zelaya para não fazer incitações. “Que se ele quiser falar com os jornais, que fale, mas sem fazer incitações. Porque evidentemente que se ele extrapolar nós vamos falar que não é politicamente correto ficar utilizando a embaixada para incitação a qualquer coisa além do espaço democrático que nós estamos dando para ele”.

Por Nielmar de Oliveira

24.9.09

NEWS FRONT - HONDURAS, A DEMOCRACIA E UMA BOCARA MALDITA

Estarrecedora e reveladora a posição de alguns paralamentares de direita, chegou-se a disser que o problema lá em Honduras é "apenas" de Democracia.

Se fosse aqui no Brasil alguém dúvida de que lado estaria quem pensa assim, mas, ao invés, da Democracia o paralamentar esta preocupado com o "patrimônio" do Brasil, como se este valesse muito, menos ainda, em um país onde não se cumpre a Lei como Honduras.

E mesmo sabendo que trata-se do cumprimento de um acordo, não perdoou e disse que o Brasil acaba de passar por um vexame internacional porque votou em um Egípcio ao invés do representante de Israel como deveria ser para ele.

O que se concluí, é que não só Democracia trata o paralamentar de "apenas" mas acordos estratégicos importante também. Faltou pouco para sugerir que perguntemos a Obama o que fazer. Insinuou que o Brasil poderá até ganhar, no caso, levantar algo ou, levantar algum com Zelaya, mas não quis entrar em detalhes, não chegou a sugerir valores.

Do News Front

18.9.09

OPINIÃO - A RUSSIA E SUAS RAÍZES MULÇUMANAS

Mais de 15% da população da Federação Russa é muçulmana e 8 de suas 21 repúblicas autônomas adotam o Islã como religião oficial. É com esses argumentos que Moscou reivindica uma relação política privilegiada com o conjunto do mundo árabe, sob o objetivo declarado de “reforçar a multipolaridade global” Jacques Bouveresse

Apesar da repressão impiedosa que acabara de impor aos rebeldes da Chechênia, em 10 de outubro de 2003 o então presidente russo Vladimir Putin tornou-se o primeiro chefe de um Estado com maioria não-muçulmana a tomar a palavra na cúpula da Organização da Conferência Islâmica, que reúne 57 Estados muçulmanos. Um sucesso político e diplomático. Valorizando o fato de que a Federação da Rússia conta com mais de 15% de muçulmanos [1] e que os povos originários de oito de suas 21 repúblicas autônomas adotam a religião islâmica [2] , a Rússia obteve o status de membro observador dessa organização internacional. E isso graças ao apoio um tanto paradoxal da Arábia Saudita e do Irã.

Antes dos cristãos

Desde então, Putin e outros dirigentes russos, entre eles o ministro de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, fazem questão de afirmar que a Rússia, “de certa forma, integra o mundo muçulmano”. Numa entrevista concedida à Al Jazeera, em 16 de outubro de 2003, Putin ressaltou que, contrariamente aos muçulmanos que vivem no Leste Europeu, os que moram na Rússia são autóctones. Ele afirmou até mesmo que a presença do Islã no território russo é anterior à do cristianismo [3]...

É sobre essa base que Moscou reivindica uma relação política privilegiada com o conjunto do mundo árabe e muçulmano. As lideranças russas parecem acreditar que seu país, considerado um Estado principalmente europeu, tem uma missão histórica a cumprir como mediador entre dois mundos, o ocidental e o muçulmano.

Três grandes razões podem explicar o sentido e o alcance dessas reivindicações e das políticas relacionadas a elas. Antes de tudo, a pretensão russa visa enfrentar os efeitos deletérios da guerra da Chechênia, tanto em seu próprio território como no resto do mundo. O objetivo é o de evitar, ou pelo menos limitar, a polarização entre a maioria étnica russa e os muçulmanos que moram no país, reforçando o sentimento destes últimos em pertencer ao Estado. “É preciso impedir a islamofobia”, afirmou Putin na mesma entrevista. Uma tarefa difícil quando se decide empreender uma caça – não só na Chechênia – a todos os fundamentalistas muçulmanos, ainda que alguns sejam considerados apenas suspeitos. “O terrorismo não deve ser identificado com nenhuma religião, cultura ou tradição”, garantiu ele. Se antes e pouco depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 Putin designava os rebeldes chechenos sistematicamente como “terroristas fundamentalistas muçulmanos”, agora ele fala de “terroristas ligados a redes internacionais de traficantes de droga e armamentos”, evitando assim a freqüente referência ao Islã.

A busca de uma ligação privilegiada com o mundo árabe e muçulmano tem, em segundo lugar, o objetivo oficial da política externa russa de “reforçar a multipolaridade no mundo”. Leia-se: sustentar e desenvolver pólos de resistência à hegemonia e ao unilateralismo dos Estados Unidos. Trata-se de tirar vantagem da hostilidade geral diante da política externa de Washington no conjunto do mundo árabe e muçulmano. Desde a URSS os russos já se apresentavam como aliados naturais dos Estados árabes antiimperialistas e de “orientação socialista”. E, após a queda do Muro de Berlim, procuraram estabelecer relações políticas fortes não apenas com o Irã e a Síria, mas também com a Arábia Saudita, o Egito e a Turquia, havia muito tempo próximos dos Estados Unidos.

Armamento de alta performance

As considerações econômicas pesam bastante, principalmente no setor de energia, locomotiva que propiciou o retorno da Rússia no cenário internacional. O Kremlin vê na energia nuclear e na exportação de centrais um importante campo para o futuro, capaz de dar ao país competitividade mundial nas áreas de alta tecnologia e de torná-lo algo mais do que um mero exportador de matérias-primas energéticas. O mesmo vale para as remessas ao exterior de armamentos de ponta, setor de alta performance da economia soviética e que enfrentou graves dificuldades nos anos 1990.

Não são mais as alianças formais que o Kremlin busca. Assim como na Organização de Cooperação de Xangai (Rússia, China, Casaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão), são as relações políticas fortes, mas não restritivas, que Moscou quer, sem que para isso faça oposição direta aos Estados Unidos. É significativo que o Irã seja mantido num status de observador da Organização de Xangai, quando gostaria de tornar- se membro.

Por fim, a terceira ordem de explicação dessa nova política dirigida ao mundo muçulmano inclui a tortuosa busca de identidade da Rússia pós-soviética, tanto no planointerno como no internacional. Nesse sentido, ela não traz apenas um otimismo político circunstancial. Em 2005, o acadêmico Sergei Rogov escreveu na revista oficial do Ministério de Relações Exteriores que “o fator islâmico na política russa era antes de tudo uma busca de identidade [4]. Essa é uma das razões pelas quais a Rússia não pode ser um Estado-nação no sentido europeu do termo”. E complementa: “Nossas relações com o mundo islâmico concernem diretamente nossa segurança”.

Os dirigentes russos, tendo Putin e Medvedev à frente, parecem muito inquietos ao ver a idéia de “choque de civilizações” tornar-se uma profecia auto-realizadora
É preciso entender o que isso quer dizer. Em setembro de 2003, Igor Ivanov, então ministro de Relações Exteriores, afirmava que a guerra do Iraque tinha provocado o aumento do número de atentados terroristas no território russo – como, aliás, no mundo todo. E isso foi antes da tragédia em Beslan [5]. As conseqüências previsíveis do conflito no país árabe explicam a posição de Moscou. Todos se lembram da oposição combinada de França, Alemanha e Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas, fato que privou de legitimidade internacional o conflito iniciado pelos Estados Unidos. Por meio dessa aliança, Moscou esperava então ver emergir um novo vetor de multipolaridade.

Os dirigentes russos, tendo Putin e Dmitri Medvedev à frente, parecem realmente inquietos ao ver a idéia do “choque de civilizações” tornar-se uma profecia auto-realizadora. Pouco depois da guerra do Afeganistão, da guerra do Iraque e do apoio incondicional e sem precedentes de Washington às políticas mais intransigentes de Israel, os líderes da Rússia classificaram como uma catástrofe nos negócios mundiais o possível ataque americano ao Irã. Segundo eles, uma ação desse tipo teria conseqüências desestabilizadoras enormes nessa vasta região, inclusive em várias antigas repúblicas soviéticas e na própria Rússia.

Essa é uma das chaves para entender a relação complexa e difícil que a Rússia mantém com o Irã. De um lado, Teerã conta com um parceiro geopolítico importante, além de ser o terceiro principal cliente das indústrias de armamento russas, depois da China e da Índia, assim como uma vitrine para a exportação controlada de centrais nucleares. Justamente por isso, seus dirigentes sempre se abstiveram de expressar apoio à rebelião chechena. Da mesma forma, dois países cooperaram para apoiar ativamente as forças de oposição armadas aos talibãs no Afeganistão, bem antes que os Estados Unidos o fizessem – é preciso lembrar que o Afeganistão dos talibãs foi o único Estado no mundo a reconhecer a independência da Chechênia, sem falar na ajuda que prestou aos combatentes chechenos.

De outro lado, Moscou denuncia os propósitos do presidente Mahmoud Ahmadinejad sobre Israel, qualificados como “vergonhosos” pelo governo russo, e exerce pressões significativas sobre Teerã, principalmente votando com Washington, no Conselho de Segurança da ONU, sanções econômicas aos parceiros.

Correndo o risco de uma deterioração das relações com o Irã, o Kremlin quer mostrar aos Estados Unidos e aos outros países ocidentais que a Rússia se comporta como ator responsável no regime de não-proliferação do armamento nuclear. Ao mesmo tempo, tenta convencer Teerã a encontrar um modus vivendi com a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA). Participando de sanções limitadas e graduais, a Rússia espera afastar o máximo possível o espectro de uma ação armada contra o Irã. Não há dúvidas de que o Kremlin tampouco deseja ter um país munido de armas nucleares próximo a suas fronteiras. Também é claro que preferiria viver com um Irã nuclear em vez de ter de encarar as conseqüências desestabilizadoras de um ataque americano sobre Teerã.

Desestabilização à vista

A ambivalência dessas posições contribuiu para aproximar politicamente os russos de países como Turquia e Arábia Saudita, aliados tradicionais dos Estados Unidos. Essas duas nações, rivais do Irã, evidentemente temem o acesso deste país ao armamento nuclear. No entanto, assim como a Rússia e pelas mesmas razões, se opõem a uma ação militar de Washington por acreditarem que as conseqüências para a região seriam imediatas.

Como resultado da guerra do Iraque, a Turquia viu aparecer em suas fronteiras um Curdistão independente. Esse problema, por si só, seria seriamente agravado por uma desestabilização do Irã. E a Rússia pretende tirar vantagem disso num momento em que os turcos se vêem dependentes das trocas econômicas realizadas entre as duas nações. Nada surpreendente, já que o intercâmbio de produtos entre turcos e russos têm se mantido desigual há mais de 200 anos.

Num nível evidentemente inferior, acontece o mesmo na relação com a Arábia Saudita, que se opôs à guerra do Iraque apesar de sua hostilidade em relação a Saddam Hussein – e de ter deixado os Estados Unidos utilizarem as bases de que dispunham ali. Em fevereiro de 2007, Putin fez a primeira visita de um chefe de Estado russo (e mesmo soviético) aos sauditas. Ele propôs contratos de construção de centrais nucleares e vendas de armamentos e pleiteou, igualmente, o aumento do número de muçulmanos russos autorizados a ir à peregrinação anual a Meca. Agora, o apoio aos rebeldes chechenos, que foi expresso abertamente pelo governo da Arábia Saudita até 2002, desapareceu.


[1] Na verdade, esse dado não dá exatamente conta da situação. Segundo analistas russos e ocidentais, a forte natalidade das comunidades muçulmanas e a imigração das Repúblicas Independentes da Ásia Central deveriam conduzir a um forte aumento dessa população até 2010 (sobre isso, ler Dmitri Shlapentokh, “Islam and Orthodox Russia: From Eurasianism to Islamism”, Communist and Post-Communist Studies, Londres). Porém, segundo outros especialistas, entre eles Murray Feshback, um dos mais proeminentes pesquisadores em demografia da Rússia, essas estimativas são claramente exageradas e não têm nenhuma chance de se confirmar em tão curto prazo.

[2] Além da Chechênia, as repúblicas que adotam a religião islâmica são a Ossétia do Norte, o Daguestão, a Adiguéia, a Cabárdia-Balcária, a Carachai-Circássia, a Basquíria e a Tartária. As mais importantes e mais povoadas são a Tartária e a Basquíria, que têm o maior número de muçulmanos. Isso sem contar que mais da metade dos tártaros vivem no exterior, inclusive na Rússia. Sozinha, a região de Moscou contaria com um número um pouco maior de muçulmanos que a Basquíria.

[3] O Islã começou a se expandir no território atual da Rússia a partir do fim do século VII, enquanto só no fim do século X o primeiro Estado russo adotou o cristianismo como religião oficial.

[4] Mezhdunarodnaya Zhizn’, vol. 51, no 4, Moscou, 2005.

[5] Em 1° de setembro de 2004, uma escola de Beslan, na Ossétia do Norte, foi tomada por terroristas islâmicos, que fizeram mais de 1.300 crianças e adultos como reféns. Dois dias depois, quando os serviços de segurança russos invadiram a escola, o seqüestro terminou com a morte de 344 civis (segundo os dados oficiais), dos quais a maioria eram crianças.

Com Le Monde Diplomatique

5.9.09

Gripe A: médicos espanhóis insinuam interesses políticos e económicos…

Segundo o El Mundo, “el presidente del Consejo General de Colegios de Médicos, Juan José Rodríguez Sendín, ha denunciado que "las epidemias de miedo siempre se crean con algún interés", económico o político, en relación a la relevancia que se le está dando a la gripe A. "Estamos ante una epidemia de miedo que promueve respuestas exageradas", ha asegurado en una rueda de prensa Rodríguez Sendín, quien ha señalado que la "entidad" que se está dando a una enfermedad "tan común" como la gripe no responde a "intereses sanitarios". El doctor no ha dudado de que, en el abordaje de esta pandemia, "hay intereses de todos los tipos, desde económicos, que son los más evidentes, a otros, que pueden ser políticos".

El abordaje del nuevo virus está generando "algo distinto" a la gripe, es decir, "el temor a algo desconocido que genera muchísimo sufrimiento" y que, cuando se instala de forma definitiva en la sociedad, ha matizado el experto, "los médicos lo llevamos mal".

Rodríguez Sendín ha comparado esta situación con un incendio, ante el que los sanitarios no saben "muy bien qué hacer". "Intentamos apagarlo a cubitos -de agua- y por otro lado siempre hay gente empeñada en echarle gasolina", ha aseverado. Aunque ha considerado normal que "la gente tenga sus miedos", ha recordado que en torno a un 13% de la población española es hipocondriaca. "Tenemos un porcentaje importante de enfermos crónicos que, a los pobrecitos, se les han dicho que tiene especialmente riesgo de morirse y no es cierto", ha argumentado, para referirse a "datos reales". Con lo que ha ocurrido hasta ahora en España, y con la experiencia de la gripe A en los países del hemisferio sur, se constata que será "bastante más llevadera y leve que la estacional, a la que estamos tan acostumbrados". El doctor ha ironizado con que este nuevo virus produce una gripe que, como todas las demás, tiene "cinco letras" y que también atenderán los médicos de Atención Primaria. De hecho, ha puntualizado que el 95% de los casos no precisarán de ninguna atención especial y muchos de los enfermos ni acudirán a las consultas porque su dolencia pasará desapercibida, "al echarle la culpa a cuestiones diversas o a una mala digestión". Rodríguez Sendín ha recurrido a la "gran experiencia acumulada" en el tratamiento de las gripes que tienen los médicos de este país, porque "la imaginación" o "la fantasía" permiten "novelar" pero, ha ironizado, éste es "un género distinto al ejercicio de la medicina". "Insistimos en la normalidad", ha indicado el experto, quien ha hecho hincapié en que las medidas que se están planteando para evitar contagios son "las de toda la vida". "No es una medida escandalosa que si tienes delante a un ser querido que tiene gripe u otra enfermedad respiratoria, no te acerques mucho por si te lo puede pegar", ha insistido, además de recomendar "lavarse las manos bien lavadas" con agua y jabón.

Sobre la vacuna, ha incidido en la gran experiencia que se tiene sobre la inmunización de la gripe, ya que "todos los años los virus mutan", aunque el tratamiento para el H1N1 está aún en fase experimental y los dos meses que restan para su conclusión "parece que es poco tiempo, pero es un mundo". El presidente de la OMC ha aclarado que la selección de determinados grupos de riesgo sirve simplemente para "ordenar", ya que embarazadas y enfermos crónicos "tienen un plus de peligrosidad añadido" para su salud. El especialista ha subrayado que "no hay más razón para vacunarse más este año", dado que la gripe de otros años ha sido "muchísimo más grave y mortal".

Do Ultraperiferias

30.8.09

É PRECISO DIFERENCIAR SÃO PAULO CIDADE E SÃO PAULO ESTADO

Marta foi prefeita de São Paulo e sofreu vigorosa campanha midiática contra sua administração, assim como Erundina, em uma época em que a informação era totalmente dominada pela mídia corporativa.

Por longo tempo foi atribuído ao PT o desemprego na cidade de São Paulo e ABCD, em função das reivindicações trabalhistas, sem contraponto.

A mídia teve/tem um papel de destaque em SP na formação da opinião. Onde a mídia é mais expressiva?

Não se fala mal dos tuco-demoníacos, mas atribui-se tudo ao PT e à esquerda em geral, tal qual se faz hoje com o governo federal. Só que aqui eles são governo, eles dominam a máquina, até mesmo nos órgãos e empresas federais, enquanto acusam o PT de aparelhamento.

Aliás, quem dá nome a ruas não é a Prefeitura, mas a Câmara de Vereadores, totalmente dominada pelos políticos de direita.

Ainda assim, na cidade de São Paulo o PT detém cerca de 40% do eleitorado.
Mas é verdade que o PT precisa ampliar e muito o trabalho de base.

Quanto ao Estado de São Paulo, a qualidade de vida na maioria das cidades e a maioria de classe média rural, imprimem essa rejeição ao PT.

É uma quantidade enorme de pequenos produtores rurais, tipo Regina Duarte.
Fazer o que?

Por Crica

20.8.09

Governo e "mão" do Estado trazem empregos de volta

Os 138,4 mil empregos gerados apenas no último julho - o melhor mês deste ano em termos de criação de postos de trabalho com carteira assinada - tem na construção civil a área com maior número de contratações - sozinho o setor imobiliário admitiu 32,1 mil trabalhadores.

O setor industrial também fez a sua parte, mas com menor peso, até porque foi o último a registrar a retomada do crescimento iniciada no país desde abril pp.

Com esses números, agora o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, estima a criação de um milhão de vagas este ano; enquanto o da Fazenda, Guido Mantega, com mais cautela e raciocínio em cima da economia, calcula entre meio milhão a 700 mil contratações de registrados no nosso mercado de empregos.

Projeções e cálculos dos ministros à parte, queira ou não a nossa grande e conservadora mídia, a mão invisível do Estado foi a grande responsável por essa recuperação da economia e retomada do crescimento. Foram as desonerações e o aumento do crédito - principalmente por parte dos bancos públicos - que trouxeram de volta o desenvolvimento.

A liderança do emprego na construção civil é outro atestado do que afirmo, uma vez que o Minha Casa, Minha Vida - programa pelo qual o governo pretende construir um milhão de moradias - passa a ter forte presença na área, atestada inclusive pelo crescimento recorde no volume de financiamento habitacional.

Por ZD

10.8.09

Equador: Correa segundo mandato para radicalizar revolução bolivariana

Equador: Correa segundo mandato para radicalizar revolução bolivariana
O presidente equatoriano, Rafael Correa, inaugura hoje (10) um novo mandato de quatro anos com a promessa de ''radicalizar a revolução bolivariana''. Em seu primeiro mandato, ele multiplicou os investimentos em programas sociais, renegociou mais de um terço da dívida externa e forçou petroleiras estrangeiras a modificar seus contratos para ampliar os ganhos do Estado.

Antecedido por três presidentes que não conseguiram concluir seus mandatos, Correa pôs fim a dez anos de deposições, instabilidade, revoltas indígenas e desencanto com a democracia no Equador.

Em 2005, um ano antes de Correa assumir a presidência, apenas 43% dos equatorianos apoiavam a democracia, segundo o instituto Latinobarometro. Com sua ascensão, o índice subiu para 54% e, no fim do primeiro ano de mandato, atingiu 65%.

''Foi um fenômeno único na região'', disse ao Estado a diretora do Latinobarometro, Marta Lagos. ''O primeiro mandato de Correa marcou as pazes entre os equatorianos e a democracia, depois de uma década absolutamente turbulenta no país.''

Quando assumiu, Correa prometeu acabar com o que chamou de partidocracia, redefinir as relações internacionais de seu país e combater a corrupção no congresso. Dois anos e meio depois, sua força política, a Aliança País, desbancou os partidos tradicionais, o Equador rompeu com seu alinhamento histórico com Washington - o país não renovou a permissão para que os Estados Unidos continuasse utilizando uma base militar em seu território - e a chamada Assembleia Legislativa substituiu o antigo poder legislativo.

Neste novo mandato, ele assegura que as prioridades já estão definidas há tempos: ''os pobres, os jovens e nossos povos ancestrais''.

No decorrer do mandato, Correa perdeu o apoio de alguns setores indígenas e sindicais por ter autorizado a extração de minérios em grande escala. Mas ele mantém o índice de popularidade acima dos 50%.

A data escolhida para sua posse não foi casual. Hoje se festeja no país andino o bicentenário da independência. Além disso, a cidade de Quito abrigará, nesta segunda, uma nova cúpula da Unasul (União de Nações Sulamericanas), da qual Correa receberá a presidência pro tempore.

A grande maioria dos presidentes da região, portanto, estará em Quito, incluindo Manuel Zelaya, o presidente deposto de Honduras. O governante da Colômbia, Alvaro Uribe será uma das poucas exceções. Em março do ano passado, o Equador rompeu relações com Bogotá, após a Colômbia violar a soberania territorial ao atacar um acampamento das Farc.

Cerimônia indígena

Na véspera da sua posse, Correa viajou a La Chimba, 70 km ao norte de Quito, para uma cerimônia de purificação indígena, na qual aceitou um cajado de comando, feito de madeira.

Evo Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia, e Rigoberta Menchu, guatemalteca indígena vencedora do Prêmio Nobel da Paz, estavam ao lado do presidente do Equador.

Vestindo um poncho vermelho, Correa pediu ao povo indígena apoio pacífico para ajudar a ''radicalizar'' seu governo, ignorando ''balas e botas''.

Na cerimônia, Menchu disse que é necessário que ''existam de verdade na América Latina os Estados plurais, que reconheçam a diversidade e a promovam, pois só assim entenderemos também a diversidade natural de nossa mãe terra'', disse.

Já Morales lembrou que, ao longo da história, ''existiram impérios que tentaram o extermínio dos povos indígenas'' e que ainda hoje se trava ''uma batalha permanente contra novos impérios, que querem impor políticas alheias a nossas vivências''.

''Mas os povos indígenas nunca morreram apesar dessas políticas de extermínio. Estamos trabalhando unidos e organizados'', assegurou o presidente boliviano entre o aplauso dos presentes ao assinalar que ''há impérios, grupos e famílias que não querem deixar seu poder político e econômico''.

Por fim, Correa, que fez a primeira parte de seu discurso na língua indígena quíchua, convocou o povo equatoriano a levantar uma nova bandeira ''de esperança'' e um novo hino ''à alegria, à solidariedade, ao amor repartido por igual entre todos em nome de uma nova democracia''.

Do Vermelho (www.vermelho.org.br)

2.8.09

Os Marxistas estão Chegando - O 12º Congresso do PCdoB

O PCdoB inicia seu processo congressual. De agosto até novembro serão realizadas todas as conferências municipais, estaduais e a nacional, que ocorrerá em São Paulo dias 5,6,7 e 8 de novembro. O congresso do PCdoB é sempre um momento de grande importância da vida partidária e de como as outras forças políticas observam os debates e as orientações de um partido comunista de massas. Afinal, é durante o precesso congressual que serão eleitos TODOS os dirigentes partidários: dos municipais ao comitê central.

A eleição sempre é apenas uma parte do nosso congresso. Outra parte, que define e dá parâmetros para o própria escolha das direções, são os documentos congressuais. No caso do 12º congresso são seis documentos: proposta de um Novo Programa Socialista para o Brasil; Projeto de resolução política internacional; Projeto de resolução política sobre a crise do capitalismo; Projeto de resolução política nacional; política de quadros comunistas e alterações do estatuto partidário. No conjunto esses documentos perfazem um total de 80 páginas que definirão a tática e a estratégia do PCdoB para os próximos anos. Todo militante do partido terá o direito e o dever de opinar sobre o que ali está escrtito.

Em um momento como esses, onde a política é criminalizada pela grande mídia, onde os partidos são acusados de não serem coerentes com seus programas e de serem cada vez mais regionalizados, não deixa de surpreender o volume e a qualidade da intervenção dos comunistas permeando todos os rincões do Brasil.

A resolução política sobre a crise do capitalismo é algo de primoroso. Soberba formulação sobre a caracterização da crise contemporânea. Não se resume a repetir a ladaínha de 'crise de superprodução' mas, sim, avança no que essa crise tem de singular, própria do nosso tempo. Entretanto, o centro da discussão é o novo Programa Socialista para o Brasil. É a função da existência do nosso partido. Utilizando uma terminologia lakatosiana "é o núcleo duro da nossa teoria". É o que torna nosso partido comunista. Nesse ponto foi onde mais avançamos. Há também, é claro, a resolução política sobre o Brasil, que envolve 2010.

A partir de hoje vou publicar vários posts sobre o 12º Congresso do PCdoB. Esses posts vem atender a pedidos de amigos que gostariam de saber como funciona o processo de decisão e eleição em nosso partido. Dentro dos meus limites tentarei expor aos colegas nossa democracia interna.

Quem estiver interessado em ler as teses do 12º Congresso pode achá-los no sítio:

www.pcdob.org/12congresso/

Por Cristiano Capovilla

26.7.09

Venezuela quer substituir importações da Colômbia

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse na quinta-feira que vai substituir importações provenientes da Colômbia por compras em países "verdadeiramente amigos".

Segundo Chávez, essas compras poderão ser redirecionadas ao Brasil e Equador, com quem o líder de esquerda vem ampliando suas relações bilaterais.

A relação com a vizinha Colômbia, importante sócio comercial, está sob análise.

Chávez decidiu revisar os laços com a Colômbia depois de o governo de Álvaro Uribe aceitar aumentar em suas bases a presença dos Estados Unidos, país considerado inimigo pelo presidente venezuelano.

"As coisas que nós compramos da Colômbia deverão ser compradas em outra parte porque não podemos ... Lamento muito, mas isso é uma realidade", disse em uma cerimônia com militares.

A Colômbia é o segundo sócio comercial da Venezuela, depois dos Estados Unidos.

Por: Zé Augusto

11.7.09

Lula veta venda de terras públicas na Amazônia para empresas e prepostos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar o artigo 7º e o Inciso II do artigo 8º do projeto de Lei de Conversão nº 9, resultante da Medida Provisória 458 sobre a regularização fundiária de terras públicas na Amazônia.

Os vetos, na justificativa do presidente, foram em função da impossibilidade de se avaliar os impactos para o desenvolvimento da região dos dispositivos. O artigo 7º, introduzido na lei pelo Congresso à revelia do acordo que permitiu a apresentação da MP, autorizava o Executivo a entregar as terras a pessoas jurídicas exigindo apenas que fossem constituídas “sob as leis brasileiras, anteriormente à data referida no caput deste artigo, que tenha sede e administração no país”. Assim como para “pessoa natural que exerça exploração indireta da área ou que seja proprietária de imóvel rural em qualquer parte do território nacional”.

Fica então vetada a transferência de terras da União na Amazônia para empresas e pessoas que exploram indiretamente a área ou que tenham outro imóvel rural.

Permanece ainda a permissão de revenda de módulo de 400 a 1.500 hectares depois de apenas três anos. Cabe agora ao governo fiscalizar para quem esses módulos serão revendidos.

C/A

4.7.09

Com Evo, petroleira estatal da Bolívia dobra faturamento

A empresa boliviana Jazidas Petrolíferas Fiscais Bolivianas (YPFB, em sua sigla em espanhol) arrecadou para o Estado em menos de três anos mais de 4 bilhões de dólares, o dobro do que havia recebido antes da nacionalização realizada pelo governo de Evo Morales.

Assim informou na sexta-feira passada o presidente em exercício da empresa, Carlos Villegas, que expressou que “ao longo de oito anos de priva-tização, ou seja de 1998 a 2005, quando estiveram vigentes os contratos de risco compartilhado, o Estado obteve 2 bilhões 140 milhões de dólares, e em dois anos e meio, desde meados de 2006 até 2008, a Bolívia recebeu 4 bilhões 250 milhões de dólares”.

Qualificou de significativo o aumento graças a que YPFB começou a ter presença importante em algumas atividades vinculadas com a cadeia dos hi-drocarbonetos, particularmente na comercialização.

“Antes do 1° de maio de 2006 as empresas estrangeiras que exploravam o gás e o petróleo na Bolívia ficavam com 50% das entradas. Depois da nacionalização, a YPFB passou a obter 32% de entradas adicionais, de tal maneira que desde o meio daquele ano, o 82% passou a vir para o Estado boliviano e a menor parte, 18%, a percentagem que beneficia as empresas”, disse.

Villegas detalhou que os recursos recebidos, em impostos, para o Estado representaram durante o ano de 2006 um montante de US$ 1, 192 bilhão em 2007; US$ 1, 335 bilhão e, em 2008, US$ 1,721 bilhão.

C/A

27.6.09

Lula vai à África para ampliar comércio e cooperação

O Presidente Lula participará na próxima semana da Cúpula da União Africana, que acontecerá na Líbia, com a intenção de ampliar as redes comerciais e de cooperação com o continente.

Durante sua participação na cúpula, que será realizada na cidade de Sirte, berço do líder líbio Muammar Kadafi, Lula "reafirmará o compromisso de longo prazo do Brasil com o desenvolvimento da África", como disse em coletiva de imprensa seu porta-voz, Marcelo Baumbach.

Segundo Baumcah, nos últimos anos, a África se tornou uma das prioridades para o Governo federal, que fez das relações com esse continente "uma política de Estado".

Dentro da cúpula, o porta-voz explicou que serão assinados três convênios entre Brasil e União Africana, todos dirigidos a reforçar a cooperação para o desenvolvimento.

O primeiro dos acordos propõe estender a todos os países da África um projeto para melhorar a produtividade das indústrias algodoeiras de Mali; e o segundo se refere à cooperação em agricultura e ao fortalecimento dos pequenos produtores e seu acesso aos mercados domésticos, regionais e internacionais.

O terceiro acordo, segundo Baumbach, será centrado na cooperação para o desenvolvimento humano e social, a assistência em saúde aos grupos mais carentes, e abrangerá também as áreas de cultura e esporte como ferramentas de inclusão.

Lula também tentará ampliar ainda mais o comércio entre Brasil e os países africanos, que de US$ 5 bilhões anuais em 2003, quando o ex-líder sindical chegou ao poder, passou apara cerca de US$ 26 bilhões no ano passado.

Baumbach destacou que a África se transformou no quarto parceiro do Brasil e que o comércio com o continente significou 7% do total da balança exterior brasileira em 2008.

O porta-voz lembrou também que, durante os últimos seis anos, o Brasil ampliou sua presença diplomática nesse continente e hoje tem embaixadas em 34 países africanos.

Por: Helena™

17.6.09

CONFIMADO CIRO GOMES GOVERNADOR DE SÃO PAULO ANTONIO PALOCCI VICE

Alimentada por pesquisas internas, a tese da candidatura de Ciro empolgou rapidamente o PSB."Não vejo razão para usarmos nomes fracos na eleição em São Paulo se há na base aliada um nome forte", disse o presidente do partido, deputado Márcio França (SP).

Segundo dirigentes do PSB, Ciro teve 18% das intenções de voto em uma pesquisa recente. Um levantamento petista, por outro lado, mostrou o deputado Antonio Palocci (PT-SP) na faixa de 2% a 4%. Favorito na sigla, Palocci tem vetado as articulações em torno de seu nome antes que o Supremo Tribunal Federal (STF) se posicione.

Apesar de todo discurso que estamos assistindo na mídia, uma coisa é certa: Ciro é candidatíssimo a governador de S.Paulo. O resto é conversa pra boi dormir

Por Helena, que não a de Tróia, mas do blog amigosdopresidentelula

7.6.09

NÃO VOTE EM POLÍTICO VIGARISTA NEM EM POLÍTICO MENTIROSO

Veja o "Termo de Compromisso" que um conhecido político brasileiro assinou e depois enganou voce eleitor. Neste termo fica dificil saber qual a diferença entre o político mentiroso e o político vigarista.

Imagine um político deste assinando um termo de que não vai acabar com o bolsa-família, com os veículos Flex, que não vai vender a Petrobrás, que não vai vender as riquezas brasileiras que ainda sobraram..

Quem nasceu primeiro o vigarista ou o mentiroso?

Difícil responder né, já se perguntado, quanto vale a palavra de um tucano?

Esta resposta nós já sabemos:

N--A--D--A!!

Do blog

1.6.09

Ave Lula - CNT/Sensus: 81,5% aprovam o governo Lula...Chora PSDB!

A aprovação pessoal do Presidente Lula subiu de 76,2% para 81,5% na pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 1º. Também voltou a subir a aprovação ao governo Lula, que passou de 62,4% para 69,8%. Em janeiro, a aprovação do governo Lula era de 72,5%. O instituto abordou na sondagem qual seria o desempenho do presidente caso ele pudesse concorrer nas eleições de 2010. A porcentagem de intenções de voto subiu de 16,2% para 26,2%. Lula, no entanto, já disse que não quer disputar um terceiro mandato

O diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, avalia que Lula e o governo voltaram a crescer nas pesquisas em consequência da estabilidade do Brasil frente à crise econômica internacional.

"Ele ainda está no patamar recorde, é um dos mais altos patamares registrados pelas pesquisas. A avaliação negativa da crise foi maior em março e os resultados agora mostram que o país está mais adequado à crise", afirmou.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 25 e 29 de maio, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.

Por: Helena™

21.5.09

PARA AÉCIO SOBERANIA DAS URNAS É VIOLÊNCIA CONTRA DEMOCRACIA

Aécio diz que terceiro mandato seria "violência" contra democracia
Governador de MG disse que proposta vai contra biografia de Lula. Ele disse acreditar que presidente descarte a possibilidade

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta quarta-feira (20) que uma tentativa de se abrir a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar um terceiro mandato seria uma "violência" contra a biografia do presidente e contra a democracia.

Aécio afirmou ainda não acreditar que Lula seja a favor da proposta. "Em todas as conversas que tive com o presidente, eu percebi com muita sinceridade que ele descarta essa possibilidade. Seria uma violência com a sua própria biografia. Acredito, sinceramente, que o presidente não se movimenta nessa direção."

Ele disse não acreditar que a ideia seja colocada em prática e que não há mais 'tempo hábil congressual' para isso.

Ao lado do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o governador mineiro é cotado como um dos possíveis candidatos do PSDB às eleições em 2010.

"É claro que não estou no Congresso Nacional, mas o que ouço dos meus companheiros de Congresso e, portanto, a avaliação que faço, é de que é uma possibilidade que inexiste. Porque para que existisse, teria que ter a participação clara e efetiva do governo federal, que eu sinceramente acredito que nesse momento não ocorre", disse.

C/ RPC

2.5.09

PERU CONCEDE ASILO POLÍTICO A CRIMINOSO VENEZUELANO

O ministro das Relações Exteriores do Peru, José Antonio García Belaunde, anunciou que o governo peruano decidiu conceder asilo político a Manuel Rosales. Procurado pela Justiça venezuelana e pela Iterpol, Rosales está sendo processado na Venezuela por corrupção e enriquecimento ilícito durante seu mandato como governador no Estado de Zulia, entre 2002 e 2004.

“Apesar da quantidade de provas, o governo do Peru decidiu conceder o asilo político a Manuel Rosales, em uma decisão que constitui um desrespeito ao Direito Internacional. Um duro golpe na luta contra a corrupção e uma ofensa ao povo da Venezuela”, considerou o Ministério das Relações Exteriores venezuelano, em nota, nesta segunda-feira (27).

Rosales é acusado, entre outras coisas, de doar mais de 300 veículos pertencentes ao Estado para familiares e amigos, de abrir empresas em Miami cujos ativos superam os US$ 11 milhões e de receber subornos por parte da empresa alemã Siemens durante a construção do metrô de Maracaibo.

A multinacional inclusive reconheceu que tinha pago para conseguir o contrato, porém não citou nenhum nome, conforme assinalou Salim Lamrani, jornalista e escritor, em artigo no site francês Red Voltaire. Se for reconhecido culpado, pode pegar de 3 a 10 anos de prisão.

Rosales achou por bem fugir e abandonar suas obrigações como prefeito de Maracaíbo. Fez o pedido de asilo ao Peru alegando perseguição política.

Para o procurador geral da República venezuelana, Clodosbal-do Russián, o Peru tem todo o direito de conceder o asilo a Rosales, mas a decisão foi “imprópria”.

Segundo Russián, Rosales fugiu porque sabia que não tinha como explicar os acréscimos em seu patrimônio. Rosales, prosseguiu, “disse que tinha obtido os recursos através da venda de carne, mas ele nunca declarou ser dono de vacas, touros, frango ou cabritos. Então, de onde tirou a carne?”

Do Hora do Povo

29.4.09

Avante Brasil - ''O povo brasileiro não tem motivo para ter medo''

O Presidente Lula reiterou que os principais indicadores econômicos já servem de prova de que o País deverá se sair bem da crise econômica internacional. "Estou otimista. Continuo otimista, achando que o Brasil vai sair de forma extraordinária desta crise", disse o Presidente, pouco antes de embarcar ontem pela manhã de Manaus (AM) para Rio Branco (AC).

Lula disse que está atento às manifestações da crise no mercado internacional e admitiu que o Brasil ainda depende, em parte, da forma como outros países reagirão a este cenário. Mas a expectativa, segundo ele, continua sendo a de que o País chegue ao fim deste ano em uma situação mais confortável. Exemplo disso, ressaltou o presidente, é que as medidas adotadas em setores como o automobilístico e o da construção civil já começaram a surtir efeito. "Acho que o povo brasileiro não tem motivo para ter medo", declarou. "Olhando pelos números do Brasil, eu acredito que o pior já passou."

Por: Helena™

19.4.09

Livro que Chávez deu de presente a Obama se transforma em bestseller

'As Veias Abertas da América Latina' é obra simbólica da esquerda.
Publicação já figura entre as mais vendidas em loja virtual.

O livro "As Veias Abertas da América Latina", que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, de de presente ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se transformou em poucas horas em um bestseller no Amazon.com.

O livro de bolso traduzido para o inglês estava na sexta-feira (17) na posição 60.280 dos livros mais vendidos da portal, mas depois do "gesto literário" de Chávez a Obama, a obra do escritor uruguaio Eduardo Galeano já era uma das mais cotadas no portal.

O livro, considerado de culto pela esquerda do continente, já estava na 14ª posição na noite deste sábado, segundo pôde comprovar a Efe.

O gesto de Chávez aconteceu no início da reunião entre o presidente americano e os líderes de União de Nações Sul-americanas (Unasul), que aconteceu hoje antes de se iniciar a primeira sessão plenária da V Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago.

Na reunião da Unasul, Chávez se levantou para dar uma palmada no ombro de Obama e entregar-lhe perante as câmeras o livro.

Obama, que o cumprimentou com um cordial "Como estás?" em espanhol, agradeceu o gesto e mostrou sorridente o livro aos fotógrafos antes de continuar a reunião.

Galeano, que escreveu "As Veias Abertas da América Latina" nos anos 70, se transformou em um expoente chave da esquerda do continente e um participante recorrente de foros alternativos.

Este livro, que relata a história da América em forma cronológica e através de relatos curtos, dá conta dos abusos cometidos pelos colonizadores europeus contra os povos originais e do saque ao qual foram submetidos os territórios que hoje formam a América Latina e o Caribe.

Fontes da Casa Branca qualificaram o livro recebido por Obama como uma obra acadêmica que representa "a base da teoria da dependência da América Latina" com o vizinho do norte.

C/A