Ollanta Humala
Toledo ficou em quarto lugar no primeiro turno das eleições de 10 de abril, com 15% dos votos. Ele explica que sua decisão e a de seu partido, Peru Possível, ocorre diante da "encruzilhada" em que está o país.
Segundo Toledo, o seu partido tem a "responsabilidade ante o país e a história de tomar uma posição", para lutar contra as "provas contundentes de corrupção, violação dos direitos humanos e engano da dignidade peruana", representadas pela candidatura Keiko Fujimori.
Escritores tomam partido
Frente às pesquisas que dão uma vantagem de 5,8 pontos percentuais para a candidata da direita Keiko Fujimori – segundo os levantamentos recentes, ela tem 52,9% das intenções de voto contra 47,1% de Humala - os apoios ao candidato progressista tornaram-se freqüentes.
Esta semana, mais de uma centena de escritores participou de um abaixo assinado no Peru, advertindo a população sobre os riscos da vitória de Keiko Fujimori. Os intelectuais pedem votos para o candidato progressista Ollanta Humala, num enfático apelo "contra o regresso do fujimorismo e a favor da democracia". O documento é encabeçado pelo Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa e Alfredo Bryce Echenique, um dos autores mais lidos no país.
O governo de Alberto Fujimori (condenado a 25 anos de prisão por corrupção) é descrito no texto como o "o período mais sinistro" e uma "década criminosa" na história dos governos republicanos do Peru.
Sob o lema "o Peru deve rejeitar mais uma vez a impunidade e reforçar sua fé em uma democracia com justiça para todos", o abaixo assinado dos escritores afirma, ainda, que a vitória de Humala sobre Keiko é uma das garantias da manutenção do poder de representação da sociedade peruana.
Peru, um dos países mais dinâmicos da AL
Também recomendo a análise do jornalista e político peruano, Alfredo Barnechea, publicada esta semana no El País. Ele discorre sobre modelos de governo a serem seguidos, cita o ex-presidente Lula como um exemplo e critica Keiko. Depois de passar pelo Banco de Desenvolvimento Interamericano (BID), nos Estados Unidos, Barnachea está, há três anos, de volta ao Peru. Ele analisa a política peruana e ressalta as novas oportunidades do país. "Creio que o Peru é um dos países mais dinâmicos atualmente na América Latina”, afirma.
Barnachea ressalta o bom desempenho econômico do país, “que alcançou taxas chinesas de crescimento”, e o seu grande dinamismo social interno. E questiona os eleitores: "Dados os antecedentes dos dois candidatos, como nos protegemos dos que querem chegar ao poder e violar as regras?"
Da web
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